O DIREITO NÃO TE QUER
POR PERTO
Me diga você, se não tivesse
qualquer venda envolvida, quando foi à ultima vez em que você se sentiu
privilegiado em um espaço de consumo. Lá, qualquer brinde é revertido no preço
do produto e tudo que parece um aceno mínimo de agrado se veste de propaganda.
Nas redes sociais isso não é diferente. Entre hashtags é importante
pensar como é possível que você que é o destinatário final da sedução também
seja o propalador do produto.
A verdade é que o direito não te
quer por perto, exceto quando você servir ao interesse dele, o que em uma
sociedade de consumo acontece o tempo todo. Como podemos então justificar para
a geração que se forma que a relação com a coisa precisa ser diferente, sem
limitar o aspecto de que é necessário reclamar quando lhe infligem mal?
Todos já viveram uma experiência
de consumo frustrada ou quando envolvidos em qualquer questão mais próxima da
realidade comum (herança, divórcio etc) pode ter sentido que precisaria ser
substituído por um advogado para que, a partir do comportamento dele,
pudéssemos nos defender.
Dentro da linha minimamente
crítica que escrevo duas perguntas seguem em volta de mim causando muita
confusão e constrangimento: como (sobre)viver quando o direito pode defender e
representar tudo que eu desacredito sem perder de vista que ele ainda é um
instrumento a ser utilizado a meu favor individualmente e como essa experiência
pode ser dividida com outras pessoas que precisam compreender melhor para que
haja uma contribuição, ainda que pequena, no seu dia a dia.
Eu tenho até esboços de respostas
para as duas questões e acredito que espalhar o conhecimento formando uma rede
de informações que vá armar as pessoas para como agir a partir de uma atuação
preventiva pode ser a forma de um caminho, mas muito mais pode ser dito. Eu
mesma não estou fazendo grande coisa quando eu só escrevo reflexões em um
papel...
...mas quantas vezes que nossa
história (ocidental) foi escrita como em um manual para nos guiar e, sobre esse
mesmo papel, ainda tecemos críticas, nos desenvolvemos e adotamos ações
práticas?


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